O clamor das ruas!

O que presenciamos nas recentes manifestações ocorridas por todo o Brasil, com milhões de pessoas protestando nas ruas contra um governo inapto e inoperante, demonstra, claramente, toda a insatisfação de um povo cansado de ser penalizado e relegado a um patamar inferior ante as “prioridades” adotadas por seus governantes.

Os trabalhadores e o movimento sindical vêm, há tempos, criticando com veemência, cada equívoco cometido pelo governo na condução de sua política econômica, de inflação e juros altos, de desemprego e desindustrialização, assim como as frequentes denúncias de desvios e corrupção em setores prioritários.

Nosso povo sente na pele o peso da desigualdade de renda, da redução do consumo, do crédito caro. E ainda convive com a precariedade dos serviços públicos oferecidos, principalmente nas áreas da saúde, educação, moradia e segurança.

Até onde o governo acreditava que o povo brasileiro aguentaria ser o seu “boi de piranha”, arcar com todo o sacrifício para que a “boiada” especuladora pudesse atravessar o rio em segurança?

O clamor do povo em todas as capitais do País e no Distrito Federal – que, ressaltamos, foi espontâneo, não foi organizado por qualquer partido político, entidade ou corrente, seja dos prós ou dos contras –, representa uma lição democrática de cidadania, um exemplo de nacionalismo, de brasilidade e de que é chegada a hora de mudanças.

O governo está acuado, atônito, perdido numa multidão de jovens, estudantes, crianças, mulheres, famílias inteiras, aposentados, idosos, trabalhadores de todos os setores e até pela Justiça. O governo não tem argumentos para justificar sua política errônea, que pesa sobre os mais pobres e alivia o costado dos poderosos, enquanto empurra o País para um buraco econômico, político e social sem fundo, e trama, nos bastidores, para, mais uma vez, escapar ileso. Plantou vento, está colhendo tempestade!

Esta é a hora da transformação. Aliás, passou da hora! O Brasil tem de ser recolocado nos eixos do crescimento e do desenvolvimento econômico. Com emprego e renda!