Novas regras para o reajuste do salário mínimo devem ser definidas até abril

Em 2006, os trabalhadores representados pelas centrais sindicais se mobilizaram em todo país para que o governo concedesse aumento contínuo do salário mínimo.

Na época, fomos às ruas exigir um mínimo justo para todos. Depois de muita luta, a medida foi aprovada. Então, a partir de 2008, o acordo passou a garantir um reajuste que é resultado da soma da inflação, do PIB e do INPC.

Com a aprovação, trabalhadores, aposentados e pensionistas passaram a ter um reajuste real, o que impulsionou a economia. Isso porque as pessoas passaram a consumir mais.

Mas, infelizmente, a vigência da lei teve fim em 2019. Agora, cabe ao presidente Jair Bolsonaro decidir se continua ou não com a medida do aumento do salário mínimo, caso contrário, novas regras para o reajuste devem ser definidas até abril.

Ter um reajuste anual do mínimo é uma maneira de garantir a redução da desigualdade social. Salários congelados e defasados só reduzem o poder de compra e aumentam a crise econômica.

Esse ano, o reajuste já foi bem menor do que o esperado, impactando de forma negativa na vida de mais de 48 milhões de brasileiros que recebem um salário mínimo.

Por isso, esperamos uma decisão sensata do governo federal para que o trabalhador não seja ainda mais prejudicado.