Mais direitos e empregos

O Brasil atravessa um período repleto de incertezas políticas. A crise econômica e o impasse institucional paralisaram o país e penalizam, fundamentalmente, os menos favorecidos, vide a taxa de desemprego -que já ultrapassou a casa dos dois dígitos-, a inflação acumulada e os juros proibitivos.

Para piorar ainda mais um cenário já bastante desolador, a recessão é a maior da história, o PIB despencou e faltam perspectivas para novos investimentos.

Vale destacar que, nos últimos meses, foram fechadas cerca de 5.000 indústrias só no Estado de São Paulo e 100 mil lojas cerraram definitivamente suas portas por todo o Brasil.

A Força Sindical, como faz todos os anos, realizará atos do Dia Internacional do Trabalho em centenas de cidades brasileiras neste domingo (1º). Em São Paulo, o já tradicional evento será na praça Campo de Bagatelle, na zona norte.

O 1º de Maio é uma data para celebrarmos as conquistas dos trabalhadores e apresentarmos nossas bandeiras de luta em defesa do Brasil.

Nossas demandas estão expressas na carta aberta que entregamos, no dia 26 de abril, juntamente com dirigentes da UGT (União Geral dos Trabalhadores), da Nova Central Sindical de Trabalhadores e da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), ao vice-presidente da República, Michel Temer. Juntas, as quatro centrais sindicais representam cerca de 4.500 entidades.

No documento, destacamos uma série de propostas voltadas, principalmente, para o crescimento econômico e a geração de empregos.

Destacamos a importância de uma política de desenvolvimento nacional, de mudanças no comando da economia, da correção da tabela do Imposto de Renda, da redução drástica da taxa de juros, da manutenção da política do salário mínimo, do fortalecimento do Ministério do Trabalho, da renovação da frota automotiva e de uma política voltada à valorização de aposentados e servidores públicos.

Reiteramos ainda nossa posição contrária à retirada de direitos na reforma da Previdência.

O Brasil precisa voltar aos eixos do crescimento e do desenvolvimento econômico, tarefa que só se viabilizará com um novo governo, portador de uma nova política econômica capaz de criar um ambiente que resgate a credibilidade e garanta a retomada dos investimentos, com geração de emprego e mais distribuição de renda.

Para tanto, devemos mudar a matriz da economia e ampliar o diálogo com o conjunto da sociedade, com os movimentos sociais e com o Congresso Nacional, via essencial para um novo ciclo de crescimento econômico e desenvolvimento social.

Precisamos fomentar o mercado interno, melhorar os serviços prestados pelo Estado (saúde, educação, segurança, transporte), dar um basta à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público, fortalecer a atividade sindical, ampliando sua organização e representatividade com nova forma de financiamento.

Queremos mais democracia, justiça social, desenvolvimento econômico, mais saúde, moradia digna, emprego e renda para todos. O 1º de Maio é, por excelência, a data perfeita para unir nossas vozes por um Brasil melhor, para reafirmar o protagonismo dos trabalhadores neste histórico e inevitável processo de transformação.