Inflação demais e serviços de menos

divulgada esta semana a previsão de quase 10% de inflação (9,91%) para o ano de 2015. O índice, previsto pelo boletim Focus, se confirmado, será é o maior nos últimos 13 anos. Ou seja, o último índice tão alto foi em 2002, quando registramos 12,53% de inflação anual.

E as más notícias nunca andam sozinhas. O mesmo boletim prevê que a queda do PIB (Produto Interno Bruto) do País será de 3,05%, ou seja, nossa economia – incluindo aí lucros, salários, e rendas – deve encolher mais de 3% este ano e continuar caindo no próximo.

O que talvez mais espante no desgoverno chamado Dilma é a incapacidade de assumir seus erros e mudar de rumo. Para que manter uma política recessiva como a que temos hoje, com juros estratosféricos e pouco apoio à indústria e ao emprego, quando a realidade – e a população que elegeu a presidente – pedem exatamente o contrário?

Incompetente ao extremo, o governo se deixou arrastar para um mar de lama, não só por causa da corrupção, mas por sua incapacidade de administrar. Os déficits do governo, que já estão previstos em R$ 51 bilhões neste ano são um completo absurdo para um país que vem cobrando cada vez mais impostos da população. Incompetência e perversidade deram as mãos para esfolar o povo brasileiro.

Esta semana, para espanto geral, veio à tona mais uma das soluções absurdas adotadas pelo governo para tapar o rombo que fez nas contas do país. A imprensa mostrou que, além de cortar recursos da educação – principal bandeira de Dilma -, da saúde e dos investimentos, o governo cortou ainda quase metade das verbas destinadas à prevenção de emergências e socorro a vítimas de desastres naturais.

Somente entre janeiro e setembro, foi cerca de R$ 1,2 bilhão em cortes, em ações que poderiam prevenir enchentes como as que estão acontecendo há meses no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ou que poderiam mitigar a seca que novamente assola este ano o sertão do Piauí. Mais um troféu entre as maldades de um governo incompetente e desumano.