Endurecer a legislação e aumentar a fiscalização evitariam muitas mortes

O rompimento da barragem de Brumadinho (MG) era uma tragédia anunciada, como muitas outras que estão por vir. Mesmo depois do acidente em Mariana, também em Minas Gerais, o governo continua fechando os olhos para problemas estruturais de barragens de todos os tipos. E o que aconteceu em Brumadinho é mais um anúncio do perigo a que todos os brasileiros estão expostos.

Em 2018, a Agência Nacional de Águas (ANA) já havia alertado para o problema, por meio de seu relatório anual. De acordo com o órgão federal, 45 barragens estão vulneráveis em todo país.

Como acabar com o perigo constante de uma outra tragédia? Essa é uma pergunta feita por todos os brasileiros que acompanham de perto o desespero de famílias que perderam entes queridos. Aumentar a rigidez na fiscalização; endurecer as leis de exploração das indústrias de mineração e exigir que o setor invista em tecnologia moderna e eficaz seriam caminhos viáveis para evitar acidentes como os de Mariana e Brumadinho.

Mas como fiscalizar de maneira rigorosa empresas de mineração quando o corpo técnico do governo é precário e insuficiente?

Além dos riscos de morte, há os riscos ambientais de grande magnitude. Os rejeitos despejados contaminam rios e vegetações e destroem cidades de uma hora para outra. Por isso, é necessário também punir os responsáveis.

Diante de todo mal provocado, o Solidariedade defende ações efetivas para que vidas parem de ser interrompidas devido a irresponsabilidade de indústrias de mineração e da omissão de governos. Não podemos aceitar que o meio ambiente seja destruído e que pessoas continuem morrendo.

O governo precisa agir rápido para que tragédias como as de Brumadinho e Mariana não se tornem comum no Brasil. Não vamos fechar os olhos.

Comissão Parlamentar – Para acompanhar a investigação sobre o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), a Câmara dos Deputados criou uma comissão externa, composta por 15 deputados federais. O coordenador do grupo é o parlamentar Zé Silva (Solidariedade-MG).

A comissão terá como foco a análise da legislação vigente e das propostas em tramitação no Congresso. Serão realizadas audiências com especialistas de outros países com experiência em catástrofes. Os parlamentares também farão visitas às barragens para verificar o estado das unidades.