Deu branco!

Um sinal de alerta “sem cor”. Nesta quarta-feira (21/9), o jornal “O Globo” publicou reportagem e gráfico sobre o crescente número de intenção de votos nulos e brancos nas principais capitais do Brasil para as Eleições 2016 em comparação ao ano de 2012.

No Rio de Janeiro, deu branco em quase o dobro dos eleitores. Segundo a pesquisa, há quatro anos, nesta mesma época da eleição, a intenção de votos brancos e nulos era de 10%. Já em 2016, o percentual passou para 19%. Em São Paulo, o número saltou de 10 para 13%. Belo Horizonte teve um acréscimo de 6 pontos percentuais, passando de 8 para 14%.

Esses números demonstram a clara insatisfação e a desconfiança dos eleitores com a política e os políticos.  As recentes mudanças na legislação eleitoral, que deveriam colaborar para dar crédito ao sistema e diminuir a corrupção, ao menos por enquanto, não serviram para que a população se sentisse menos enganada.

Promessas não cumpridas, corrupção, cargos distribuídos conforme interesse…uma herança que não tem lado, nem direita, nem esquerda, tampouco o centro está livre.

Mais do que protestar nas ruas e nas urnas, votando em candidatos despreparados, agora a população trilha ainda outro caminho: o de não escolher. Não há mais sequer o discurso do menos pior. Por isso, para uma parte crescente do eleitorado, este é o jeito de dizer que todos são ruins e a única saída é votar BRANCO ou NULO.

É preciso entender que a política mudou e o jeito de fazer política também tem que mudar. Mesmo que de forma ainda fraca e pelo caminho do consumo, a população se empoderou, têm mais informação e quer deixar de ser mera coadjuvante da gestão dos municípios, do estado e do país.

O Solidariedade é um novo partido, que veio para fazer essa mudança. Queremos líderes e militantes que não prometam, que façam. Sempre digo aos candidatos do partido: melhor perder falando a verdade do que ganhar falando mentiras. Promessas mentirosas não colam, são injustas com o eleitor e só podem resultar “no branco”.

A população quer proximidade, quer ser entendida, quer que os políticos saibam as reais necessidades de cada região. Pouco adianta uma mãe de família ter emprego, se não tiver vagas na creche para deixar seus filhos. Mais uma vez, se isso acontecer, vai dar “branco”. O mesmo vai acontecer enquanto os candidatos não estiverem bem preparados e procurarem os eleitores somente de quatro em quatro anos.

É por isso que os cursos de Formação Política, ministrados pela Fundação 1º de Maio – entidade de capacitação de líderes e militantes ligada ao Solidariedade – têm criado debates que resultem em políticas públicas voltadas para a vontade e a necessidade dos eleitores.

Temos ainda reforçado a comunicação do partido tanto nas mídias digitais como em outros canais, para que a população conheça e acompanhe a atuação do nosso partido, nossas propostas e tenhamos um diálogo constante com o cidadão.

O desafio é gigante, e contamos com você, liderança do Solidariedade, para realizarmos as mudanças que a população tanto pede e para que, agora e em 2018, não “dê branco”. Vai dar é 77!