Desempregados, brasileiros ficam mais de dois anos fora do mercado de trabalho

Voltar ao mercado de trabalho tem sido cada vez mais difícil no Brasil. Com aumento significativo do desemprego, muita gente não consegue se reinserir e fica mais de um ano em busca de uma vaga. Isso é o que comprova a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com os dados, 3,3 milhões de pessoas estão sem emprego formal há mais de dois anos.

Infelizmente, essa triste situação vem crescendo a cada ano, apresentando avanço de 17,4% no 1º trimestre de 2015 para 24,8% no mesmo período de 2019. O crescimento é de 42,4% em quatro anos.

Outra informação alarmante é que o desemprego a longo prazo atinge mais as mulheres. Quase 29% das mulheres que perderam o seu emprego estão nesta condição há dois anos, enquanto 20% são homens.

Por estarem tanto tempo desempregados, esses brasileiros não possuem renda proveniente do trabalho formal. Os domicílios de renda mais baixa foram os que apresentaram menores ganhos salarias.

O trabalho informal tem sido a medida mais urgente dessas pessoas para colocar alguma renda dentro de casa e sustentar a família. Alguns trabalhadores investem em um negócio próprio, mas não é a maioria. A maior parte se submete aos subempregos. Com isso, o aumento da pobreza é inevitável, impedindo que a economia volte a crescer.

Enquanto não houver uma atitude significativa do governo federal para minimizar os efeitos do desemprego, a situação tende a piorar. Infelizmente, essa é a única certeza que temos, já que a economia brasileira não dá sinais de recuperação.

Está na hora de o governo criar medidas para a economia voltar a crescer, como incentivar a produção industrial, investir em qualificação de jovens, incentivar as microempresas para que contratem mão de obra, entre outras políticas públicas.

Emprego não é apenas um salário mensal, mas qualidade de vida para os brasileiros.