Campanhas salariais em época de crise

Sabemos que o período turbulento pelo qual o País atravessa, tanto econômica como politicamente, tende a prejudicar as campanhas salariais das categorias com datas-bases no primeiro semestre e, consequentemente, as do segundo.

Por isso, é questão de honra não cedermos no que se refere à reposição integral da inflação do período de mais ganho real. Também tem a ver com a manutenção ou ampliação dos nossos direitos, para servirmos de exemplo e para que as negociações de julho em diante também saiam vitoriosas.

Entre outros setores, nesta primeira metade do ano, negociam os trabalhadores da construção civil e pesada, da alimentação e do álcool, rurais, serviços e dos vigilantes. Afinal, os trabalhadores, de longe os mais prejudicados pela incompetência do governo – ora impedido de governar -, não pode arcar com o ônus de uma crise pela qual não têm qualquer culpa. A crise, sabemos, atinge a todos. Por que, então, não a dividirmos com os patrões?

O momento é de não aceitarmos pedidos de desculpas pela recessão e intensificar nossa luta para demonstrar nossa união e nossas reais necessidades, não abrindo mão dos nossos direitos e conquistas.