Governo cede e Câmara aprova projeto que aumenta correção do FGTS

Sabendo que seria derrotado na Câmara dos Deputados, o governo foi obrigado a negociar e aceitar uma nova forma de reajuste dos depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O projeto apresentado por mim e pelos deputados Leonardo Picciani (PMDB) e Mendonça Filho (DEM), previa que o FGTS passasse a ser reajustado pelos mesmos índices da caderneta de poupança a partir de janeiro de 2016. E ele seria aprovado.

O governo do PT, que sempre defendeu um reajuste digno para o FGTS, dizia agora que esse reajuste inviabilizaria o financiamento habitacional. Mas, sabendo que seria derrotado no Congresso, aceitou negociar um reajuste escalonado. Pelo texto aprovado hoje, negociado com o governo, em 2016, os novos depósitos do FGTS serão corrigidos em 4% mais TR; no segundo ano, em 4,75% mais TR; no terceiro ano, em 5,5% mais TR; e no quarto ano, em 2019, terá as mesmas regras da poupança. Ou seja: de cerca de 6,5%, mais TR. A nova regra ainda precisará ser aprovada no Senado.

Não é o que queríamos. Mas foi mais uma vitória dos trabalhadores, de quem é o dinheiro do FGTS. E que merece ser remunerado de forma mais justa.