A crise e o desemprego!

Resultado da severa crise econômica brasileira, provocada, em muito, pela sequência de equívocos cometidos pelo governo na condução do País, a escalada do desemprego atingiu índices alarmantes, frustrando os trabalhadores, em especial os mais pobres, e os jovens, que buscam ingressar no mercado de trabalho. Entre estes últimos o desemprego chegou a 24,1% apenas no 1º trimestre de 2016. As mulheres também fazem parte deste ranking às avessas.

Segundo o IBGE, todo o País foi afetado pela explosão do desemprego. Em nosso Estado, por exemplo, o desemprego alcançou a casa dos 12%. Claro que, com uma industrialização superior às dos demais Estados, São Paulo foi quem mais sentiu os efeitos nefastos trazidos pela crise do desemprego.

A debandada forçada de trabalhadores da formalidade gera, ainda, uma reação em cadeia na qual todos perdem: as empresas fecham suas portas ou diminuem a produção, cai o consumo das famílias, cresce a inadimplência, e até os governos, em todos os níveis, deixam de arrecadar (a União deixou de recolher, de janeiro a abril, cerca de R$ 12 bi). Vale lembrar que o desemprego é, ainda, um dos responsáveis pela desagregação familiar.

Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho do governo Temer, em reunião realizada na sede da nossa Central na última 6ª feira (20), garantiu que “o presidente não vai mexer em direitos, mas sim aprimorá-los”. O ministro ainda destacou que irá melhorar o programa de qualificação e requalificação profissional. Uma ótima ação neste período de tantas incertezas.

Assim esperamos que aconteça, pois o desemprego é o ápice do caos econômico, e é preciso que algo seja feito para revertermos este quadro, para que os empregos formais retornem ao nosso dia a dia e para que o País retome o caminho do crescimento e do desenvolvimento econômico. Mas sem penalizar os trabalhadores!

A Força Sindical quer fazer parte, como um dos protagonistas deste processo, participando ativamente e apresentando propostas objetivando que esta reconquista seja alcançada no curto prazo.