Resposta e anseios das urnas

Mais de 31 milhões de brasileiros não foram às urnas. Somando isto a 2 milhões de votos em branco e mais de 8,5 milhões de nulos, chegamos a mais de 42 milhões (30,87% da população), que se recusou a tomar um lado nestas eleições presidenciais. Isto não significa, somente, apatia e descrença em relação à política, mas um dilema instalado diante de uma polarização extremada, inflamada por artifícios não republicanos como as fake news, em ambos os lados.

Numa eleição onde é difícil estimar o voto por preferência ou o anti-voto por rejeição, a massa de indecisos precisa ser considerada, sobretudo depois do pleito. Ao governo eleito, cabe a responsabilidade de governar para todos – honrar o voto conferido por quem o legitima; respeitar e incluir para conciliar as diferentes visões e, ainda, trabalhar para resgatar a participação de uma parcela significativa da população que não se movimentou para eleger ninguém.

Cabe ao governo Bolsonaro, principalmente, cumprir com o que se propôs: garantir a democracia e o respeito à Constituição e à soberania nacional, valorização dos servidores públicos e das instituições, além de mais autonomia para Estados e Municípios com um novo pacto federativo. A mudança que os brasileiros esperam ver precisa acontecer nas cidades, com investimento maciço na saúde pública – seja no hospital, na UPA ou no posto de saúde – e na educação básica de qualidade, que seja base para uma formação cidadã e que nos torne competitivos não apenas na economia, mas na ciência e no conhecimento.

O Solidariedade seguirá cumprindo o seu papel de porta-voz das demandas sociais, através da atuação plural que constitui as secretarias e órgãos de ponta do nosso partido e da atuação política dos nossos mandatos. Com a confiança no respeito às liberdades individuais e garantias do Estado Democrático, seguiremos construindo um Rio Grande do Sul e um Brasil mais justos e solidários para todos.