Preocupação com o desemprego

Nos últimos meses todas as notícias davam conta de que a taxa de desemprego estava muito próxima da casa dos doze milhões de trabalhadores desempregados. Um número já bastante assustador!

Só que novos dados, ainda mais alarmantes, divulgados no último dia 22 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, demonstram que, na verdade, o “buraco é bem mais embaixo!”.

Os novos índices divulgados pelo IBGE – que vem tornando sua pesquisa sobre o desemprego, o pior drama trazido pela crise econômica, cada vez mais precisa – nos dão conta de que este número é, na verdade, muito superior, atingindo a casa de 23 milhões de trabalhadores.

Explicamos o porquê deste número: neste último estudo, além daquelas pessoas que efetivamente perderam seus empregos (aí sim na casa dos doze milhões), existem aquelas que estão ocupadas, ganham menos, querem e precisam trabalhar e ganhar mais (os subutilizados, cerca de 4,8 milhões) e, ainda, os desalentados (6,2 milhões), aqueles que estão parados mas, mesmo assim, não têm buscado uma nova vaga pelos mais diferentes motivos.

Não à toa a Força Sindical e as demais centrais, preocupadas, promoveram, no dia 25, atos por todo o País pelos direitos dos trabalhadores e pelo emprego. Os empregos têm de ressurgir. As famílias precisam pagar suas contas e consumir. E o Brasil não pode parar!