Desemprego leva trabalhadores à informalidade

Dados divulgados ontem, dia 22, pelo FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas), dão conta de que o número de trabalhadores que migraram do emprego com carteira assinada para a informalidade, os famosos “bicos”, alcançava, no início deste ano, a casa dos 9,7 milhões de pessoas.

Ou seja: são cerca de dez milhões de trabalhadores defendendo o ganha-pão de cada dia sem qualquer proteção legal, sem nenhum tipo de amparo trabalhista ou previdenciário. Um desenho distorcido que retrata muito bem o momento crítico pelo qual atravessa a economia brasileira, com cerca de doze milhões de desempregados.

Ainda segundo o Ibre, a projeção é de que o desemprego só pare de aumentar no segundo trimestre do ano que vem. E que somente no terceiro tenha o início de uma queda.

As centrais sindicais elaboraram, em conjunto, um documento com propostas, objetivando a retomada do desenvolvimento e do crescimento econômico, para ser entregue ao governo. Se as propostas forem colocadas em prática, farão com que a crise retroceda e que novos empregos sejam criados, pondo um ponto final no sofrimento desse contingente enorme de trabalhadores, hoje nos faróis das ruas e da vida, vendendo sonhos.