Centrais unem-se em defesa do emprego e contra a crise

As principais Centrais Sindicais brasileiras uniram forças e decidiram, em reunião realizada no último dia 9, promover atos e manifestações no intuito de defender os empregos nos setores do petróleo, gás, indústria naval e construção civil, combater a crise e destravar investimentos. Representantes do Dieese também participaram da reunião.

Ficou definido que, no dia 3 de dezembro, haverá uma manifestação em São Paulo para lançar as bases do movimento e da construção de um acordo nacional. Já no dia 8 a mobilização acontecerá no Rio de Janeiro, pelo fortalecimento dos setores acima citados. No dia 9 haverá a entrega das propostas ao governo, ao Congresso, à Justiça e ao órgão de controle e fiscalização. Novos atos e manifestações poderão ocorrer em outras capitais e cidades do País.

A crise econômica ameaça severamente a atividade produtiva, que gera renda e riqueza, enfraquecendo todos os ramos de atividade e ceifando postos de trabalho. Para que este mal seja combatido – e vencido –, precisamos de acordos nacionais que objetivem a transição e a sustentação do crescimento econômico, mobilizando e comprometendo, para isto, trabalhadores, empresários e organizações civis.

Sem nos esquecermos de que, apesar de alguns avanços no que se refere ao combate à corrupção, que traz efeitos altamente nocivos à economia, muita coisa ainda tem de ser apurada, julgada e, os comprovadamente culpados, punidos. Afinal, as empresas atingidas pelas investigações empregam milhares de trabalhadores, e precisam restabelecer sua atividade produtiva.

Estamos na luta pela retomada do crescimento econômico, que vai assegurar nosso desenvolvimento e recuperar a capacidade produtiva das empresas, em particular as desses setores, para que os investimentos sejam resgatados e os empregos possam ser, assim, revitalizados.

O esforço conjunto das Centrais, e de suas entidades filiadas, são, definitivamente, por um Brasil melhor, igualitário, com empregos, bons salários e dignidade a todo o nosso povo.