Histórico do Partido Solidariedade

O Solidariedade, movimento que tem por princípio a defesa de todos os que contribuíram ou contribuem para a riqueza do país, teve seu registro aprovado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em setembro de 2013. E é importante voltarmos um pouco no tempo para entendermos as lutas e os sonhos que culminaram na sua criação.

A república brasileira sempre conviveu com períodos de instabilidade e descontinuidade, como os golpes em 1930 e 1964. Após quase 21 anos de ditadura, o Brasil vive hoje seu maior período de democracia plena, com o voto universal garantido a todos os cidadãos do país desde 1989.

Em 1979, com o estabelecimento da Lei Orgânica, teve fim o bipartidarismo do regime militar (ARENA e MDB), e começaram a surgir novas legendas, como PMDB, PDS, PFL e PT. Mesmo após a redemocratização, o país passou por momentos críticos, principalmente no que diz respeito à economia, como o monstro da inflação nos anos 1980, o confisco das poupanças, no Governo Collor, e a criação do Plano Real, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Em 2003, o país e, principalmente, os partidos mais ligados à esquerda tradicional viviam o êxtase de ver a ascensão ao poder de um político nascido nas lutas dos trabalhadores por melhores salários e justiça social. Esse episódio marcaria a criação da maior frente partidária instituída até a época, no Brasil, em torno de um governo eleito pela via democrática do voto, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, pela coligação PT/PL/PMN/PCB/PCdoB, além do apoio informal do PMDB em diversos estados.

A população acreditava que o Brasil seguia o rumo da construção de um país melhor e mais justo. Era o momento de concretizar as esperanças, que sempre foram nutridas, de que este é um país para todos − e não para poucos, como sempre foi visto.

Passados os quatro primeiros anos de um governo dito “popular”, observou-se que as grandes reformas foram, mais uma vez, proteladas mesmo quando o governo estava no auge da sua melhor avaliação. No entanto, a participação ativa das centrais sindicais propiciou a criação de uma política de valorização do salário mínimo e de melhoria nas correções das aposentadorias e pensões.

Em 2005, explode o escândalo do “mensalão”, e percebe-se que o modo de fazer política não se diferenciava daquele dos que sempre foram criticados. O partido que, na oposição se dizia o grande defensor da ética na política, mostrou-se um grande manipulador de maracutaias com dinheiro público e com os prestadores de serviços do governo. Alguns políticos foram presos, outros renunciaram, e o presidente na época dizia que “não sabia de nada” e que “conspiravam pelas suas costas”. Ainda assim, o Governo Lula conquistou a confiança da população, e ele foi reeleito em 2006.

O país, impulsionado pelo crescimento da China e pela alta nos preços das commodities, seguiu seu caminho procrastinando, mais uma vez, as reformas que se faziam necessárias. O emprego crescia na área de serviços, e a indústria dava seus sinais de fadiga pela ausência de uma política industrial que oferecesse ao parque industrial brasileiro segurança para investir em um futuro melhor. Se a China era um esteio para o Brasil, também virou o destino de muitas empresas brasileiras que fincaram praça lá e passaram a exportar para nossa terra, levando embora empregos e tecnologia.

Apesar disso, o governo contava com o apoio dos movimentos sociais e da maioria dos partidos ligados à classe trabalhadora, por manter com eles um canal de diálogo permanente, embora isso não resultasse em colocar em prática a agenda que interessava à população. Dessa forma, adiava-se mais uma vez a construção de um país melhor, mesmo Lula tendo deixado o governo com a maior taxa de aceitação obtida por um governante e conseguido eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.

Começou, então, a ficar evidente que o adiamento das discussões profundas que eram do interesse da classe trabalhadora foi proposital e muito prejudicial ao Brasil e ao povo. A presidente eleita negou-se a dialogar com as forças da sociedade, imaginando-se ser a “dona da verdade e senhora absoluta do poder”. A população deixou de ser ouvida, por meio dos movimentos sociais, e nem sequer foi recebida em audiências para poder se manifestar sobre assuntos de seu interesse.

Naquele momento, surgiu, entre representantes da população, a necessidade de manter viva a mesma esperança que permitiu levar um operário ao poder: um país melhor e mais digno para os brasileiros que constroem esta nação todos os dias.

No final de 2012, sob a liderança de diversas forças políticas do país, decidiu-se que era preciso “manter a chama acesa”! Por isso, nasceu a necessidade de criar um partido que representasse os interesses do Brasil que trabalha e produz. Começava, então, a nascer o Solidariedade.

Nesse período, o movimento contou com a colaboração de diversos grupos políticos, principalmente de integrantes da luta trabalhista, que foram responsáveis pela coleta da grande maioria das assinaturas de apoio necessárias à criação do partido. À época, o Solidariedade, para ter seu registro no TSE, necessitava de aproximadamente 492 mil assinaturas de eleitores para ser oficializado. Obtivemos o registro na Justiça Eleitoral em 24 de setembro de 2013, às 22h22, com o apoio de 502 mil eleitores, de diversas partes do país. Para isso, conseguimos 4 dos 7 votos do TSE, começando com 3 votos contrários, porém vencendo por 4 a 3 e alcançando o nosso tão esperado registro. Nascemos na oposição: o Solidariedade foi um dos únicos partidos, após a redemocratização, a obter o registro sem demonstrar apoio ao atual governo à época.

O Solidariedade foi o 33o partido político a ser reconhecido no Brasil e, em seu primeiro ano, foi a 16a bancada, em tamanho, na Câmara dos Deputados. Isso foi possível porque, com a criação do partido, veio também a possibilidade daqueles que tinham mandato eletivo de mudarem de legenda sem que cometessem infidelidade partidária e perdessem seus mandatos. Dessa maneira, muitas lideranças migraram para o Solidariedade.

O desafio imediato após a criação foi trazer para a legenda lideranças que pudessem ser candidatos em nossa primeira eleição. A lei eleitoral, na época, determinava que candidatos que desejassem concorrer deveriam estar filiados a um partido político um ano antes do pleito eleitoral. Em consequência disso, e pelo fato de o Solidariedade ter tido seu registro deferido nove dias antes do fim do prazo de um ano determinado pela lei, tivemos apenas esse período para filiar candidatos que desejassem concorrer às eleições de 2014.

Mesmo diante de circunstâncias tão desafiadoras, o Solidariedade filiou 24 deputados federais, 21 deputados estaduais, 1 vice-governador, 1 senador, mais de 200 prefeitos, 100 vice-prefeitos e cerca de 3 mil vereadores (além de concorrer às eleições de 2014 em todo o território brasileiro).

Em franca oposição ao governo federal, disputamos as eleições de 2014 e elegemos 18 deputados federais − sendo 3 suplentes − além de 23 deputados estaduais. O trabalho não parou aí. Nosso partido obteve cada vez mais espaço em governos estaduais e municipais. Em diversos estados, participamos da gestão pública, como é o caso atualmente do Maranhão, do Pará, de São Paulo, entre outros.

Após as eleições de 2014, o Solidariedade começou a se organizar para concorrer às eleições municipais em todo o Brasil. Milhares de pessoas se filiaram ao partido, aderindo aos “valores da cooperação e da solidariedade como compromissos fundantes de todas as relações sociais, da valorização do trabalho humano e dos desenvolvimentos econômico, humano e sustentável”. Ao final da abertura das urnas, passou a administrar 202 cidades, com 1.500 vereadores, 64 prefeitos e 142 vice-prefeitos.

Hoje, são mais de 200 mil filiados em todo o território nacional, e o número segue aumentando na presidência do sindicalista e deputado federal, em seu terceiro mandato, Paulo Pereira da Silva, mais conhecido como Paulinho da Força, eleito pelos 151 membros do Diretório Nacional, junto com toda a sua Executiva Nacional. Paulinho é defensor dos direitos dos trabalhadores e também presidente da Força Sindical, segunda maior central do país, que representa mais de 16 milhões trabalhadores.

Paulinho foi um dos articuladores da criação do Solidariedade por acreditar que a população precisava, e ainda precisa, voltar a se sentir representada na política e que ainda existe muito a ser feito no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, dos empresários, dos aposentados, das crianças, dos jovens e dos mais necessitados.

Nosso primeiro líder na Câmara dos Deputados, em 2014, foi o deputado Fernando Francischini, que tem como marcas pessoais o combate ao crime organizado e ao uso de drogas. Atualmente, o líder é o deputado Áureo Lídio, que, tão logo chegou à Câmara Federal, criou a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, contra a Legislação do Aborto, da qual é vice-presidente.

Devido à obrigatoriedade da legislação, os partidos políticos, ao serem regulamentados, precisam criar uma entidade de apoio, cujo objetivo é a educação e a formação política de seus militantes, filiados e da sociedade civil. Dessa maneira, com o Solidariedade, nasceu também a Fundação 1o de Maio.

Para aproximar a população dos debates de políticas públicas, visando à melhoria local, o Solidariedade estimula os órgãos municipais e estaduais a constituir secretarias de movimento segundo os principais movimentos sociais, que são: Mulher; Aposentados, Pensionistas e Idosos; Jovem; Movimento Sindical; Igualdade Social; Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável Agricultura Familiar; Liberdade da Expressão Religiosa e Filosófica.

O crescimento do Solidariedade é evidente. Nossa meta é ampliar o número de filiados, militantes e simpatizantes. Para as eleições de 2018, o objetivo é aumentar a representação na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. Também temos o intuito de disputar firmemente governos estaduais e Senado Federal, e, ainda, participaremos decisivamente do pleito presidencial.

O Solidariedade é o partido que mais cresceu no Brasil, e o nosso intuito é alcançar, até 2026, o número de 1 milhão de filiados, para atuar em prol do bem da população brasileira. Trabalhamos para, no prazo de dez anos, possuir 57 deputados federais, 103 estaduais, 518 prefeitos, 768 vice-prefeitos e 4.059 vereadores. Nossas metas parecem ousadas, mas sabemos que elas são atingíveis, por isso, precisamos cada vez mais da participação da sociedade.