Trabalhadores desempregados ficam mais de um ano procurando emprego

O desemprego cresceu significativamente em 14 das 27 unidades da federação, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores taxas de desemprego foram registradas no Amapá (20,2%), na Bahia (18,3%) e no Acre (18%).

Outro dado alarmante divulgado pelo Instituto é que os desempregados ficam pelo menos um ano sem emprego. Atualmente, 5,2 milhões de trabalhadores desempregados estão tentando recolocação no mercado há 12 meses. Esse universo representa 38,9% do total de desempregados no país.

Mas, não para por aí. Do total de pessoas na fila do desemprego, 3,3 milhões (24,8%) estão desocupados há dois anos ou mais. Já 6 milhões de pessoas (45,4% do total) estão procurando emprego há mais de 1 mês.

Se o governo continuar dando prioridade a projetos, como armamento e outros que não favorecem a população, a taxa de desempregados só vai aumentar. Com fechamento de indústrias e empresas do setor de serviço e comercial, redução de vagas no mercado de trabalho também tende a crescer.

Quem sofre com isso é a população mais pobre, que ganha um salário mínimo. O desemprego no Brasil atinge todas as classes sociais, mas, para essas pessoas, a situação é bem mais difícil. Moradores das periferias das grandes cidades não têm dinheiro na poupança, não têm outra renda que não seja aquela proveniente de seu salário.

Está na hora dos ministros e do presidente pararem de brincar de governar e criar medidas para a economia voltar a crescer, como incentivar a produção industrial, investir em qualificação de jovens, incentivar as microempresas para que contratem mão de obra, entre outras políticas públicas.