Solidariedade vota contra urgência da Reforma Trabalhista

Paulinho apresentou emenda sobre imposto sindical e pediu mais tempo para discutir o tema e entregar novas propostas

O plenário da Câmara rejeitou na noite desta terça-feira (18) o pedido do governo para levar a proposta da Reforma Trabalhista direto para o plenário, sem ter que passar ainda por comissões, como queria o governo. O Solidariedade orientou a bancada a votar contra o requerimento de urgência.

No fim da tarde, a bancada do partido reuniu-se com o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para discutir o texto. “Acelerar a tramitação iria restringir a possibilidade de apresentação de emendas e precisamos analisar o tema com muito cuidado e com tempo para que outras emendas sejam entregues”, afirmou o líder do Solidariedade, deputado Aureo (RJ).

O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), já apresentou uma emenda ao relatório e há outras propostas da bancada a serem entregues. O pedido de mudança de Paulinho devolve ao texto a obrigatoriedade de pagamento do imposto sindical, retirada pelo relator Rogério Marinho no substitutivo que será votado.

Paulinho destaca que “esse é um instrumento de fortalecimento da representatividade da categoria perante os empregadores e o Estado e facultar esse imposto enfraqueceria a representatividade dos trabalhadores exercida por seus sindicatos”. Ainda durante a discussão sobre a urgência da proposta, o parlamentar foi ao plenário pedir que o tema não fosse votado às pressas.

“O relatório do Rogério Marinho tem muitas coisas boas, agora tem coisas que destroem a estrutura sindical e a organização dos trabalhadores”, comentou. “A renda brasileira só existe por causa da negociação dos sindicatos. Então, é uma contradição muito grande o que está no texto: como é que vai ter livre negociação se o relator tira o principal instrumento que é o recurso do sindicato?”