“Solidariedade-GO prima pelo diálogo com lideranças”, afirma o presidente da legenda no Estado

Presidente do Solidariedade-Goiás, o ex-deputado federal Armando Vergílio liderou a fundação do partido no estado, baseado no tripé educação-saúde-segurança e em propostas sobre mobilidade urbana. Com forte atuação na geração de empregos e proteção dos direitos trabalhistas, Vergílio já foi líder sindical na área de Seguros e Previdência, depois secretário das pastas de Previdência e Seguridade e hoje nos conta mais sobre a trajetória da legenda no centro-oeste do país.

Solidariedade: Após três anos de partido, qual é a cara do Solidariedade-Goiás? 

Armando: O pressuposto principal de fazer política de forma diferente fez com que o Solidariedade fosse criado. E apesar da pouca idade, completou três anos este mês, posso afirmar que o Solidariedade-Goiás cumpriu o compromisso de dar vez e voz a todas as lideranças, com uma discussão aberta sobre a realidade do Estado e de cada município. É neste princípio e neste sentido que nos orientamos na condução do partido aqui. Ao abraçar a causa de dar vida ao novo partido, uma das principais preocupações era ter certeza de que as decisões seriam coletivas, que prevaleceria o debate democrático, como deve ser o espírito de uma agremiação política. Para definir em poucas palavras, diria que o Solidariedade-Goiás é como uma estrada de mão dupla: a executiva estadual participa das decisões, mas dando a mesma oportunidade de participação às demais lideranças. A cara do Solidariedade hoje é a de um partido motivado, que conseguiu um grande número de filiados num curto período. E que conta com uma participação tão massiva e motivada de suas lideranças nos eventos, que chega a nos contagiar. É um partido que, apesar de novo, está na sua primeira eleição para prefeito e vereador, entrou na disputa com cara de gente grande e saiu dela muito maior.

Solidariedade: Quais foram as estratégias para o crescimento do partido em Goiás?

Armando: Optamos por investir em novas lideranças. Uma das razões para seguirmos este caminho é que temos o deputado federal mais jovem da história de Goiás, que é o Lucas Vergilio, eleito em 2014 com apenas 27 anos de idade. E foi neste sentido que colocamos em prática nossas ideias, inovando nas ações, o que casa muito bem com os anseios das novas lideranças políticas, que vêm surgindo no Estado. Nosso diálogo está voltado principalmente para esse pessoal.

Solidariedade: Como tem sido as filiações no Estado?

Armando: O número de filiados no Solidariedade em Goiás cresceu muito em um curto período. Veja que em abril de 2015 o partido somava 1.538 filiados. No período de um ano, ou seja, abril de 2016, esse número já superou a casa dos 12 mil. Isso dá um crescimento de mais de 800% no número de filiados no período de um ano. Tudo fruto de um trabalho árduo e contagiante dos nossos 213 presidentes municipais, que abraçaram e colocaram em prática as metas estabelecidas em nossos encontros estaduais. E não paramos de perseguir essa meta de crescimento para que possamos, em um espaço de tempo mais curto possível, atingir o mínimo de 1% dos eleitores do Estado filiados ao partido. Posso assegurar que chegaremos num futuro breve a esta meta definida por nossa direção nacional.

Solidariedade: Como vocês enfrentaram a questão da redução de verba e de tempo com as novas regras para disputar as eleições? 

Armando: Conversamos muito com nossos candidatos, seja na eleição majoritária ou na proporcional, e com nossos dirigentes nos municípios para estimular sua criatividade, além de incentivar um trabalho intenso de corpo a corpo com o eleitor. Tivemos a convicção que, nessa campanha, quem se destacaria seria aquele candidato que optasse por dialogar mais e mostrar de forma convincente suas propostas para o máximo possível de eleitores. Estimulamos também o uso das redes sociais para levar a mensagem ao eleitor.

Solidariedade: Como o Solidariedade-Goiás pode ajudar o partido nacionalmente?

Armando: Penso que todos os Estados não devem medir esforços para cumprir as metas que o partido desenhou para essas eleições. Temos também de nos esforçar para cumprir a meta de 1% dos eleitores de Goiás filiados ao Solidariedade.

Por Isadora Monteiro