Secretaria do Movimento Sindical do Solidariedade discute sobre o futuro dos sindicatos

Reinventar. Esta foi a palavra que conduziu as discussões do Encontro do Grupo de Trabalho (GT) da Secretaria Nacional de Movimento Sindical do Solidariedade, realizado pela Fundação 1º de Maio em parceria com o partido, nesta quarta-feira (22) e quinta-feira (23), no Hotel Leques, em São Paulo.

Cerca de 70 dirigentes sindicais, filiados e militantes participaram do evento que discutiu as questões que envolvem o movimento e, principalmente, quais serão os passos a seguir com a nova legislação Trabalhista, em vigor desde 11 de novembro, que altera o texto da obrigatoriedade da contribuição sindical.

“Talvez o Solidariedade, seja o único partido que tem espaço para as discussões sindicais, até pelo DNA do nosso líder, Paulinho da Força. Estamos aqui porque vivemos um momento delicado e precisamos criar propostas e projetos a curto, médio e longo prazo. Quem pensa que vai acabar com o movimento sindical está enganado. Não dá para continuar como está, no entanto, iremos nos reinventar”, afirmou o secretário nacional do Movimento Sindical, Geraldino Santos.

A Secretaria do Movimento Sindical do Solidariedade é a maior em número de pessoas. O partido nasceu do sindicalismo e contou com a ajuda dos seus dirigentes para colher a quantidade de assinaturas necessárias para conseguir o registro do Tribunal Superior Regional (TSE). “Muitos de vocês nos ajudaram a colher assinaturas, assinaram conosco e vibraram quando o Solidariedade foi registrado no TSE. Acreditamos que vocês têm representado, de fato, os interesses do Solidariedade nos estados e que vocês podem ser nossos deputados, vereadores e prefeitos, como muitos já são”, explicou a presidente da Fundação 1º de Maio, Samanta Costa.

As discussões em torno do enfraquecimento do Sindical foram intensas. Para o metalúrgico João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, que representou o deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, dentro do partido existem vários segmentos e a Secretaria do Movimento Sindical só vai se fortalecer se tiver clareza de opinião. “O partido tem o papel de abrir ao trabalhador, aos sindicatos e ao povo um debate sobre os nossos interesses na sociedade, para influirmos cada vez mais nas decisões do nosso país”, incentivou o secretário.

“Passamos por um momento delicado onde os trabalhadores estão sendo prejudicados, onde o Movimento Sindical está sendo enfraquecido pelo governo. Se não juntarmos forças, o partido e o movimento sindical, não conseguiremos mudar essa realidade”, alertou Samanta.

O Solidariedade trabalha em benefício de todos, principalmente dos que mais precisam. De acordo com o secretário do Emprego e Relações do TrabalhoJosé Luiz Ribeiro, que na ocasião representou o governador Geraldo Alckmin, o Solidariedade se faz muito forte, muito presente em tudo, tanto que está presente no Banco do Povo, na frente do trabalho, com o time do emprego, na adversidade, cuidando do deficiente físico e buscando a geração de emprego e renda.

O secretário-geral da executiva nacional do Solidariedade, Luiz Adriano, o Luizão, discursou sobre a importância da Secretaria do Movimento Sindical ocupar o seu espaço. “A sociedade precisa de vocês para representar os trabalhadores. O Solidariedade convida novamente os senhores a ocupar este espaço dentro do partido, que nasceu do viés trabalhista e se ampliou porque a sociedade é plural”, esclarece Luizão.

O evento foi finalizado com uma oficina, onde os participantes, dividido por regiões, fizeram um plano de ações para a organização da Secretaria nos seus Estados.