A pedido de Maia, ministros do TSE virão à Câmara debater reforma política

A pedido do líder do Solidariedade, deputado Arthur Oliveira Maia (BA), o presidente do Tribunal Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes – também integrante do TSE –, virão à Câmara dos Deputados para discutir a reforma política.

A comissão especial que analisa o tema aprovou, nesta terça-feira (23), requerimentos do líder que solicitam a realização das audiências públicas com os ministros. Ainda por solicitação de Arthur Oliveira Maia, será realizada outra audiência, também para debater a reforma política, com representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Comércio de Bens (CNC), Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Força Sindical.

“Essa comissão especial terá um papel importante na Câmara dos Deputados, na medida em que tratará de um tema de enorme relevância para a democracia do País. Nesse sentido, é preciso que os diversos segmentos da sociedade possam participar desse debate”, justificou.

Consenso

Arthur Oliveira Maia declarou, na reunião desta terça-feira, que está ciente de que o relatório final a ser votado na comissão especial não será capaz de agradar a todos. “Alguns temas serão acolhidos, outros não. Não vamos conseguir modificar todos os pontos que estão sendo discutidos neste momento. O nosso grande desafio é construir o consenso no que for possível. Não devemos nos desapontar se não conseguirmos realizar uma reforma política que mude tudo aquilo que se pretende mudar, mas teremos alcançado uma grande vitória se conseguirmos aprovar alguns temas que, sabemos, têm um apoiamento maior no colegiado”, declarou.

O líder do Solidariedade quer evitar, neste ano, o que ocorreu quando a reforma política foi analisada na legislatura passada, quando a vontade de alguns de impor temas minoritários impediram que pontos sobre os quais havia consenso fossem votados. “Por causa disso, não avançamos nem um centímetro na construção de um modelo político que seja mais favorável à nossa democracia”, ressaltou.

Solidariedade na Camâra