Para defender aço brasileiro, Paulinho reúne-se com presidente da Câmara, empresários e trabalhadores

Reunião na Câmara dos Deputados sobre aumento da taxa de exportação do aço para os EUA

O presidente do Solidariedade e da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (SP), encabeçou uma reunião de representantes da indústria do aço e trabalhadores dessas empresas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. No encontro, ocorrido na tarde desta terça-feira (20), o grupo pediu a ajuda de Maia para intermediar uma negociação contra a sobretaxa do aço e do alumínio exportados para os Estados Unidos.

Na reunião com Maia, estavam o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Alexandre de Campos Lyra, e executivos de grandes empresas do setor siderúrgico, como Usiminas, Ternium, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Villares Metals. Também participaram representantes dos trabalhadores, como o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Pedro Celso Rosa.

A sugestão dada pelo grupo foi que Rodrigo Maia tentasse criar um canal de negociação com o parlamento dos EUA por meio do embaixador americano no Brasil, Michael McKinley. Além disso, os sindicalistas e empresários falaram sobre a possibilidade de uma delegação, composta por seus representantes, Maia e outros deputados, ir a Washington para sensibilizar os congressistas americanos a respeito do impacto negativo da medida. “O Congresso precisa atuar para evitar o desemprego de milhares de pessoas e o prejuízo para o Brasil”, destacou Paulinho da Força.

A crise

No início de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o aumento das taxas cobradas sobre a importação de aço (25%) e alumínio (10%).  A medida, que entra em vigor no próximo dia 23, afeta diretamente o Brasil, segundo maior exportador de aço para os EUA cujas vendas ao país norte americano representam 1/3 do produto enviado ao exterior. Outros grandes exportadores, como Canadá e México, não serão tributados.

Ao anunciar a decisão, Trump argumentou que as indústrias americanas estão sendo prejudicadas pelo mercado internacional. Representantes do setor no Brasil, no entanto, afirmam que o material exportado é apenas complementar ao processo produtivo dos EUA e não prejudica seu mercado. Além disso, destacam que o aumento das taxas vai gerar desemprego e dificuldades para o comércio dos produtos.

O governo brasileiro já tem buscado outras formas de reverter a situação, unindo-se a países como a Coreia do Sul para eventualmente fazer uma representação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), caso não haja uma saída mais amena. Também nesta terça, o presidente Michel Temer prometeu ao grupo de empresários que tentaria um contato direto com Donald Trump.