Paulinho da Força: Pessoas de baixa-renda serão as mais prejudicadas com a reforma

Quem começou a trabalhar mais cedo vai ter que contribuir por um bom tempo com a previdência, caso a reforma do governo federal seja aprovada. Isso porque a idade mínima estipulada em 62 anos mulheres e 65 anos homens, obriga o trabalhador a contribuir com o INSS por mais de 40 anos.

Uma pessoa que começa a trabalhar com 14 anos como aprendiz ou estagiário só poderá se aposentar após contribuir 48 anos com o INSS, no caso de mulheres, aos 62 anos de idade. Já os homens com 51 anos de tempo de serviço, aos 65 anos de idade.

Isso é muito injusto com quem começa no mercado de trabalho bem jovem, na maioria das vezes são da periferia que precisam ajudar no sustento da família. Enquanto os da classe média e ricos iniciam um emprego aos 25 anos, portanto, contribuindo por menos tempo com a previdência, em média 40 anos.

São essas distorções que o governo precisa corrigir no texto da reforma da Previdência. Atualmente, o tempo mínimo de contribuição 30 anos (Mulheres) e 35 anos (homens) possibilita que pessoas que começaram cedo no mercado de trabalho, também se aposentem antes, caso queiram. E quem inicia tarde, também se aposenta mais tarde.

Pelo documento do governo, o pobre será mais penalizado com a nova previdência, cometendo uma grande injustiça. Os parlamentares não podem permitir absurdos como esses.

No meu dia a dia na Câmara tenho buscado apoio de outros deputados para alterar a reforma da Previdência, colocando propostas justas, que atendam às necessidades governamentais, sem ferir os direitos à aposentadoria dos brasileiros.

Mais uma vez reafirmo que sou a favor da reforma da Previdência, mas, não podemos penalizar o trabalhador. Defendo uma reforma justa, que seja igual para todos.