Laudívio Carvalho busca ajuda do Ministério da Saúde para controle da febre amarela em Minas Gerais

Com a confirmação do registro de mortes de macacos infectados com a febre amarela em Belo Horizonte e Betim, cidade da região metropolitana da capital, o deputado federal Laudívio Carvalho (SD/MG) se reuniu na última terça-feira, 14, com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, para articular junto ao órgão toda ajuda necessária aos municípios, no sentido de garantir a imunização da população.
Laudívio Carvalho expôs ao secretário as dificuldades que o município de Betim vem encontrando para arcar com a estrutura necessária para promover uma imunização efetiva da população. “Betim, assim como vários municípios do país esta com os cofres vazios. A cidade precisa financiar a reestruturação das unidades para manter as vacinas com aluguel de geradores, refrigeradores e ainda manter os crescimento da folha de pagamento dos servidores que trabalham aplicando a medicação. Este custeio eleva muito os gastos para a prefeitura” destacou Carvalho.
Em resposta a articulação do deputado, o Ministério da Saúde se responsabilizou em enviar equipes técnicas para orientar os profissionais da saúde nas cidades salientando que a população deve ser muito bem orientada para não criar um sentimento de pânico e ainda não ocorrer a superdosagem da vacina. “A população deve ser muito bem orientada, pois estão tendo vários casos de óbito por conta do excesso de zelo pela saúde, pessoas que mentem que nunca tomaram a vacina ou que tomaram há mais de 10 anos e que acabam tendo uma superdosagem da vacina que é na realidade um vírus vivo e acabam a vir a óbito” esclarece Antônio Nardi.
Ainda segundo informações do secretário executivo, a Organização Mundial da Saúde recomenda uma única dose na vida da vacina. O Brasil por excesso de zelo e por ser um país tropical, ao contrário do resto do mundo, admite duas doses da medicação com um intervalo de dez anos. O executivo ainda deixou claro ao deputado federal, que a população da região metropolitana de Belo Horizonte não corre risco de sofrer com uma epidemia.