Laércio diz que os problemas do Brasil são burocracia, tributação e corrupção

“Os maiores entraves do Brasil são o excesso de burocracia e tributação, além das dezenas de normas que são publicadas diariamente e a corrupção”, afirmou o deputado federal Laércio Oliveira em entrevista a revista Higiplus. O parlamentar fez uma análise do que será do Brasil nos próximos quatro anos.

Segundo o parlamentar, o governo precisa resgatar a confiança e a credibilidade junto aos investidores. “Depois, sem dúvida, o combate incansável à estratosférica carga tributária e a burocracia, além de desaparelhar o Estado do sindicalismo inconsequente que, invariavelmente, engessa o funcionamento normal do mercado”, afirmou.

“O governo precisa urgentemente libertar as empresas idôneas, principalmente as pequenas e médias, de toda essa burocracia. O Ministro Guilherme Afif Domingos tem dado uma grande esperança neste sentido, quando prega que precisa resgatar a tecnocracia governamental, o primado da presunção de inocência, onde todos são idôneos até que se prove o contrário, e não o oposto, que tem sido a premissa da burocracia governamental”, informou Laércio.

O deputado afirma ainda que o governo precisa ainda ouvir menos a esquerda ideológica, notadamente a sindical, e mais os empreendedores.  “Qualquer política de alívio (principalmente burocrático) é bem-vinda, porque o maior inimigo da micro e da pequena empresa é o manicômio burocrático do país. Isso atinge duramente os menores, que não tem estrutura para arcar com a situação. Então, tudo o que se fizer para trazer alívio causará um retorno muito rápido, porque as micro e pequenas empresas dão resposta ágil no emprego e na renda, por serem unidades que consomem pouco capital na proporção do que geram em termos de trabalho”.

Como presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços, Laércio relama que o setor está insatisfeito por não ser ouvido para a elaboração de políticas de governo.  “O setor de Serviços, como um todo, apesar de sua importância no PIB e no PEA, jamais foi convidado para se sentar à mesa com o governo. Sem dúvidas, isso é uma grande anomalia” explicou.