Idosos têm o poder de decidir as eleições

Conforme se estabelece na Constituição Federal, art.14, § 1º, os brasileiros com 70 anos ou mais não possuem obrigatoriedade de votar. Com essa brecha na lei, muitos idosos estão deixando de exercer o seu direito ao voto. E isso não é bom para a democracia.

Em parte, é compreensível a retração das pessoas em relação à política, uma vez que o país atravessa um período turbulento, marcado por muitas perdas de direitos. Quando se somam às questões como a alta taxa de desemprego e serviços públicos insuficientes, que precarizam a qualidade de vida, potencializa-se a desesperança por dias melhores.

Se há inúmeros motivos para deixar de votar, em contrapartida, é necessário compreender que somente por meio da participação nas eleições será possível uma transformação social.

Fato é que todos os projetos para um Brasil melhor passam pelas ações políticas. São os representantes, eleitos pelos votos dos cidadãos, quem determinam projetos para a saúde, segurança, lazer, cultura, moradia, saneamento básico, transporte, geração de emprego, qualificação profissional, etc.

As implantações de ações para o bem-estar da população são decididas pela classe política. Diante disso, o caminho para um Brasil melhor passa pela participação e escolha de seus representantes nas prefeituras, nos governos, câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, no Congresso Nacional e na presidência do país.

O Brasil possui 12 milhões de idosos com 70 anos ou mais aptos a votar. É um número expressivo, um poder muito grande, capaz de determinar a representação em diversos níveis da estrutura da política nacional.

Votar é um ato de depositar sua confiança – e esperança – em outros cidadãos com capacidade para elaborar e desenvolver projetos para os municípios, os estados e o país.

Não deixe de votar nas próximas eleições. Analise os projetos dos candidatos e vote naqueles cujas propostas vão ao encontro de suas expectativas por um Brasil melhor.