“Fora Dilma” vai para a periferia

Em reunião realizada hoje no Solidariedade, líderes do partido, do PPS, do PPL, da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas), de diversos sindicatos e de movimentos de bairros decidiram levar para as periferias das cidades as manifestações contra o governo Dilma Rousseff.

O primeiro ato foi marcado para 25 de abril no Jardim La Pena, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Foi decidido ainda reforçar a convocação, com panfletagem em estações de metrô e grandes concentrações, para a manifestação do próximo dia 12 de abril. Em São Paulo a manifestação está marcada para a avenida Paulista.

As entidades também criaram a “Frente Popular Fora Dilma”.

“A economia está ruim, a situação vai piorar e o desemprego tende a aumentar. O mesmo acontece com a crise política em Brasília. Do jeito que a coisa vai só existem três saídas para a Dilma: sangra os quatro anos, renuncia ou é cassada”, avaliou o presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulo Pereira da Silva. Segundo ele, se as manifestações contra Dilma se espalharem para as periferias, ela não resistirá no cargo.

O principal argumento usado para pedir a saída da presidente foi que ela cometeu um estelionato eleitoral, ganhou a eleição mentindo e continua mentindo. Ao aumentar a taxa de juros, governa para os banqueiros. Provoca desemprego enquanto dificulta o acesso ao seguro-desemprego.

Todos os presentes no encontro relataram casos de empresas que estão fechando as portas e demitindo.

Outro argumento usado para pedir a sua saída do poder foi o de que Dilma sabia da corrupção que tomou conta da Petrobras e não tomou nenhuma providência porque sua campanha arrecadou recursos com o esquema na empresa.