“A forma de fazer política mudou e somos protagonistas”, afirma presidente do Solidariedade-SC

Há dois anos, o Solidariedade estava sendo estruturado no Oeste de Santa Catarina – um dos maiores redutos eleitorais do Estado. Hoje, sob a direção do sindicalista e vereador Osvaldo Mafra, de Itajaí, o partido cresceu ainda mais: “nós fizemos um trabalho de formiguinha mesmo, falando e convencendo as pessoas que somos algo diferente na política. Infelizmente nossos recursos são mínimos, mas acho que também por isso conseguimos chegar mais perto do eleitor”, diz. Em terras catarinenses, o Solidariedade possui 53 comissões provisórias e 3.971 filiados espalhados pelos municípios de Chapecó, Videira, Capinzal, Caçador, entre outros.

Solidariedade: Como está sendo a eleição, considerando a redução de verba e de tempo com as novas regras de campanha?  

Osvaldo: Este, na verdade, é o grande problema das eleições municipais de 2016. O que nós estamos fazendo é pedindo para os nossos candidatos gastarem sapatos e baterem de porta em porta pedindo voto. Então, quer dizer, há uma nova consciência política acontecendo e nós, do Solidariedade, somos protagonistas por conta de que nunca participamos antes de uma eleição municipal. Podemos usar essa consciência que nasce ao nosso favor.

Solidariedade: Quais são as expectativas para essas eleições em SC?

Osvaldo: Apesar de tudo, as expectativas são as melhores possíveis. Quando fundamos o Solidariedade aqui, tínhamos apenas 19 vereadores, infelizmente a maioria fugindo dos seus partidos de origem. Ao longo do tempo, foram saindo e não questionamos porque já não eram nossos, né? Hoje temos companheiros de verdade e nossa expectativa é eleger entre 33 e 37 vereadores, seis a sete vices e pelo menos dois prefeitos. É um crescimento significativo para um partido recém-fundado e sem a estrutura financeira que alguns outros têm. Acredito em um crescimento muito grande.

Solidariedade: Quais foram as ações mais significativas e que deram melhores resultados para o partido no estado?

Osvaldo: Nossas ações foram bem diversificadas. Trabalhamos com bons contatos políticos, demonstrações de propostas para a população e com a votação expressiva para deputado federal e estadual. Essas ferramentas deram uma musculatura que estamos amadurecendo até hoje, apesar do nascimento do partido ter coincidido com as eleições de 2014 e de agora ser nossa estreia nas municipais. Foram ações conjuntas e coletivas, plantamos muito e com certeza vamos colher esses frutos lá na frente.

Solidariedade: Como o Solidariedade-SC pode ajudar o partido nacionalmente?

Osvaldo: Nós já estamos ajudando. Nas eleições para deputado federal e estadual, fizemos uma mini-nominata e, graças a Deus, chegamos a fazer quase 45 mil votos para deputado federal e em torno de 10 mil para estadual. A tendência é, nas próximas eleições, aumentar muito esse número. Diante dessa contribuição, pretendemos continuar fazendo nossos companheiros candidatos eleitos pelo Estado, juntamente com um plano de filiações que, por sinal, têm sido ótimas, somos bastante bem recebidos. Nós já temos esse perfil de militância desde o movimento sindical. Então tudo ficou mais fácil.

Solidariedade: Por falar em filiações, quais são os números?

Osvaldo: Nós vamos acelerar o passo em 2016 e consolidar em 2017 o número de 25 a 30 mil filiados em Santa Catarina. Depois dessas eleições, o partido vai assumir muitos lugares em prefeituras, câmaras… então é aí que pretendemos mostrar serviço na luta pelos trabalhadores e pela sociedade em geral, buscando filiados de maneira ainda mais intensa.

Solidariedade: O Solidariedade é uma legenda que se posiciona sempre a favor dos trabalhadores e dos aposentados. Qual tem sido a postura do diretório em Santa Catarina diante das reformas propostas pelo governo Temer?

Osvaldo: A mesma que o diretório nacional: nós apoiamos os trabalhadores, não importa em qual governo. Fomos às ruas pedir o impeachment da Dilma e caso o governo venha a romper ou não cumprir o acordo feito conosco a respeito das reformas, nós vamos trabalhar nesta mesma linha. Precisamos sempre fazer da política uma ferramenta e não uma situação de subsistência, de coisa momentânea.

Solidariedade: Como você define o Solidariedade? 

Osvaldo: É um partido fácil de levar e de mostrar para as pessoas. É uma legenda que mostra a que veio, que prega uma nova forma de fazer política, com transferência, qualidade, principalmente lutando pela população, sobretudo as mais carentes, que mais necessitam de políticas públicas. Por aqui, tenho certeza: até 2020, estaremos entre os seis maiores partidos do estado de Santa Catarina.