Em entrevista a O Globo, Paulinho explica que Solidariedade é um partido independente

Criado pelo TSE na noite desta terça-feira, o Solidariedade é o mais novo partido brasileiro. Quem está por trás da legenda é o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, que deixa o PDT. Hoje, Paulinho fez a primeira reunião do partido, em um hotel de Brasília. Por lá, circularam cerca de 20 deputados. Alguns, apenas para dar uma olhada. Outros, para assinar a ficha de filiação. O ex-pedetista disse esperar a adesão de 25 a 30 deputados até o dia 5 de outubro e calcula que o Solidariedade terá pelo menos dois minutos na propaganda de rádio e TV. 

O Globo – O governo atrapalhou a criação do Solidariedade?
Paulinho – Muito, sempre. O tempo inteiro. Apoiou projeto para restringir a criação de partidos e por aí vai, entre outras formas.

Quantos deputados estão se filiando?
Uns 25, 30, mas até agora era tudo suposição, porque o partido não estava criado. Agora, tenho condições de perguntar se vem mesmo ou não.

Quanto tempo de TV o senhor espera ter para a eleição do ano que vem?
Se chegarmos a 30 deputados, dá mais ou menos 2 minutos e 15 segundos.

O Solidariedade será um partido de oposição?
Independente do governo, sem dúvida. Acho que a gente tem que ter independência na Câmara para negociar com o governo o que interessa ou não.

Quem o partido vai apoiar a presidente?
A minha tendência é ir para o oposição e apoiar Aécio Neves (PSDB-MG).Mas a minha prioridade agora é filiar deputados federais. Depois, vamos discutir isso. Não sei quem está vindo, então, não posso fechar essa posição agora. O que combinei é que cada estado poderá negociar com quem quiser.

O senhor vai assumir a presidência do Solidariedade?
Lógico, ora! Fiz tudo isso para assumir.

Por Simone Iglesias, de O Globo