Diferença entre mulheres e homens no mercado de trabalho ainda é grande

Na semana passada, quando comemoramos o Dia Internacional da Mulher, uma pesquisa divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), constatou que pouca coisa mudou nos últimos 27 anos. Os dados apontam que a desigualdade entre homens e mulheres no mundo não diminuiu. Elas continuam tendo menos oportunidades na hora de disputar uma vaga de emprego e o salário permanece menor que dos homens.

As diferenças são discrepantes e não ocorrem apenas em países subdesenvolvidos ou emergentes. A desigualdade também é encontrada em países considerados desenvolvidos.

De acordo com a OIT, as chances de uma mulher conseguir emprego é 26% inferior aos dos homens. A situação fica ainda pior quando comparamos o desemprego entre as pessoas com títulos universitários. Mais de 41% das mulheres com curso superior estão fora do mercado de trabalho, enquanto isso, apenas 17,2% dos profissionais do sexo masculino com graduação estão sem emprego.

Se as trabalhadoras sem filhos sentem as dificuldades na pele, as que têm crianças são as mais atingidas pela desigualdade no mundo corporativo. As chances de elas serem promovidas para um cargo de gerência são pequenas, apenas 25%. Já os homens com filhos têm 31% de chances de assumirem a gestão de uma empresa.

Sem falar que eles recebem salário 20% a mais que elas, mesmo quando desempenham funções iguais.

Essa realidade é mundial, o que significa que o Brasil também vive essa desigualdade no mercado de trabalho. Outro dado que assusta e que não pode ser ignorado é que em 2018, segundo o IBGE, 28,9 milhões de mulheres são chefes de família. Ou seja, tudo na casa depende delas, desde o cuidado com os filhos aos pagamentos das contas e a administração da casa.

Então, por que as mulheres ainda têm que enfrentar a diferença no trabalho? Estamos no século XXI com dados do século XX. Isso precisa mudar.

Infelizmente, não será como um passe de mágica, mas precisamos conscientizar as empresas e a sociedade sobre a importância da igualdade no mundo corporativo. Como político, esse é um dos meus papéis e como presidente nacional do Solidariedade, incentivo a inserção das mulheres na política para que cada vez mais possam lutar por seus direitos.

As mulheres podem contar com o meu trabalho na Câmara para mudarmos essa triste realidade.