Deputados do Solidariedade pedem impeachment na tribuna do Plenário

O Solidariedade foi o 12º partido a subir na tribuna da Câmara na madrugada deste sábado (16). Às 3h09 da manhã, o deputado federal Carlos Manato (ES) iniciou seu discurso, seguido por Wladimir Costa (PA), Laudivio Carvalho (MG) e Fernando Francischini (PR). Todos enfatizaram a necessidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff para que o Brasil saia da crise e volte a se desenvolver.

“Eles pediam a saída de Fernando Collor e naquela época não era golpe”, afirmou Manato. “Tiramos um presidente que era considerado um dos maiores ladrões do país porque roubou uma Elba. O dinheiro que o Partido dos Trabalhadores (PT) desviou agora dá para comprar 17 milhões de Elbas”, completou.

O deputado Wladimir Costa subiu ao púlpito enrolado na bandeira do Pará, estado que o elegeu, e defendeu o afastamento de políticos ligados ao PT. “Como é que o cara vai ser prefeito na cidade dele votando com a quadrilha? Apoiando a improbidade? Apoiando a roubalheira e a safadeza? O que o Lula e a Dilma fazem é uma agressão, uma aberração. É um verdadeiro tiro de morte no coração e na alma do povo brasileiro”, discursou, enquanto explodia um canudo de carnaval cheio de papéis para simbolizar o disparo de uma arma de fogo.

O terceiro deputado a subir na tribuna foi Laudivio Carvalho: “Estão dizendo que não vai ter golpe e não vai ter mesmo. O que haverá meus amigos, será o afastamento de uma presidente que arrancou os sonhos do povo brasileiro, de uma presidente fraca, que não sabe o que está falando”.

Laudivio ainda enfatizou o papel do Solidariedade no processo de impeachment. “A presidente, na noite passada, se propôs a falar para a nação brasileira e recuou. Recuou porque o Solidariedade entrou na Justiça, pedindo a suspensão da fala dela e com medo de um panelaço, ela recuou”, disse o deputado.

Fernando Francischini foi último a utilizar o espaço de uma hora disponível para o partido. “Golpe na Saúde é a zika, a dengue, o Mais Médicos para maquiar a Saúde, e do outro lado a falta de remédios. As farmácias populares com preços lá em cima”, explicou Francischini que também falou da defasagem de outras pastas, como Educação.

A discussão na Câmara já dura 24 horas e 17 partidos já utilizaram seu tempo para falar. A votação do impeachment no Plenário ocorrerá neste domingo (17), a partir das 14h, horário de Brasília.