Cresce a desigualdade de renda no Brasil e estagnação econômica continua

Em março, a desigualdade de renda dos brasileiros atingiu o maior patamar de 2019. A constatação preocupante faz parte pesquisa do estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE). O indicador estudado pela pesquisa é o índice de Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 – sendo que, quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. O do Brasil ficou em 0,627.

Claro que há fatores históricos que contribuem para esse índice vergonhoso, mas a crise econômica tem uma grande responsabilidade e puxa o país para a pobreza e miséria extrema. O principal motivo para a desigualdade de renda é o desemprego, contribuindo para uma queda significativa no orçamento familiar. Os impactos dessa realidade atingem os mais pobres e a classe média.

Em tempos de economia fraca e da ausência de políticas econômicas de curto e longo prazo, empresas fecham postos de trabalho sem prazo para contratar novos funcionários. É a lei do corte de gastos.

Mas, enquanto a renda per capita do brasileiro cai, o governo federal fica de braços cruzados e sem direção para adotar ações que tirem o país da lama da desigualdade.

Entre as medidas que podem tirar o Brasil da crise econômica estão: o equilíbrio do sistema tributário; criar oferta de trabalho formal; rever a reforma Trabalhista que retirou muitos direitos; reavaliar as propostas da reforma Previdenciária; rever políticas públicas de isenção de impostos a setores empresariais; fortalecer a agricultura familiar, entre outras.

Iniciar ações como as citadas acima, favorecerá o cenário econômico do país. Só assim, o Brasil voltará a crescer e conseguirá reduzir a desigualdade de renda.