Combater a Homofobia, uma luta diária

Se colocar no lugar do outro nos faria seres humanos melhores, especialmente por saber e sentir na pele a dor de ser discriminado, ser diminuído como pessoa, apenas por “ser diferente”.

A sociedade brasileira vive, nos dias atuais, um verdadeiro paradoxo entre aceitar ou rejeitar o comportamento e a sexualidade das pessoas que se definem como LGBTQI+, também com suas atuais diversas nomenclaturas, pois vejo as estatísticas insinuando maioria pela aprovação, mas na realidade existe ainda um preconceito velado, escondido, que na prática se expõe perigosamente.

Vemos ainda um grande preconceito que há contra o segmento homossexual na sociedade que, infelizmente, se reflete em atos desumanos de violência extrema contra estas pessoas tidas ainda hoje por alguns como “minorias”.

No calendário oficial do nosso País, hoje celebramos o Dia Internacional de Luta Conta a Homofobia, também chamada de lgbtfobia, em homenagem à data em que o termo “homossexualismo” passou a ser desconsiderado e a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde – OMS, em 17 de maio de 1990.

Nesta data, desde 2010, são organizadas diversas atividades que promovem e apoiam a igualdade de direitos dos homossexuais e demais pessoas que se encaixam na comunidade LGBTQI+ no Brasil.

O momento é crítico, de luta e vigília, diante dos retrocessos que o Brasil vivencia na política nacional, mas há uma esperança na retomada do processo de criminalização da lgbtfobia suspenso no Supremo Tribunal Federal. Porém, já considerado um grandioso avanço nesta pauta relevante.

Conheço bem o que é sofrer discriminação, pois depois de décadas de trabalho digno, somente há pouco tempo me deparei com uma grave situação de assédio moral e preconceito desnecessário e que expôs a verdade de que ninguém está livre de passar por terrível situação em algum momento da vida. Porém, venci e ultrapassei a situação vexatória com altivez e dignidade.

É imperioso ressaltar que esta data tem uma visibilidade grandiosa para debater os mais variados tipos de preconceitos contra as diferentes orientações sexuais e identidades de gênero, além de impor uma conscientização civil sobre a importância da criminalização da homofobia e a real necessidade de inclusão plena de nosso público nas diversas demandas da sociedade brasileira.