CAMPANHA POLÍTICA NAS MÍDIAS SOCIAIS: O FUTURO JÁ CHEGOU

(e 4 motivos para contratar um especialista para sua campanha nestes canais)

Há algum tempo, não tão distante, falar em meios digitais para conquistar vendas, angariar votos ou fazer marketing pessoal ainda era muito teórico e pouco prático. Campanha política nas mídias sociais tinha, inclusive, uma conotação negativa. No fundo, havia um descrédito de que a ferramenta fosse funcional o suficiente, atingisse boa parcela da população e fosse algo do futuro. Bem, o caso é que as mídias digitais “invadiram” nosso mundo e é importante saber trabalhar com elas.

Isso parece fácil, afinal quem não tem um Facebook? O meu filho de quatro anos tem um perfil. Minha mãe, de 70, compartilha vídeos e posta textos. Interajo com amigos em outros países através das redes. Só que isso não é suficiente.

Um artigo de Luiz Leno, do portal Comunique-se, resumiu bem como serão as campanhas políticas do ano que vem: “Muitos estrategistas de mídias digitais e poucos marqueteiros”. Embora as redes atinjam diversos públicos, de várias idades, de todos os gêneros e classes, criar estratégias de campanha é ainda um desafio.

É preciso estudo da imagem do político, identificar público e bandeiras, horários de maior acesso nas redes, posts de maior interesse. São inúmeras ferramentas e também é necessário conhecê-las, portanto, não, não é qualquer um que pode desenvolver uma campanha nas mídias digitais.

E aí seguem os questionamentos, mas vale a pena investir em um profissional capacitado para produzir conteúdos para o Facebook, site, Instagram, WhatsApp, entre outros, se qualquer um sabe “mexer”? A resposta é: vale. E a seguir vou listar os motivos. Primeiramente, porque como já falei acima, diferentemente de ter um perfil ou uma conta no Youtube, por exemplo, realizar uma campanha digital não é nada fácil. Além disso:

1- Redução do investimento – apesar de haver budget, ele é muito menor que as campanhas tradicionais e os partidos políticos já tiveram redução do fundo partidário. Não podemos nos esquecer também, que as novas leis eleitorais não permitem a doação de PJ (Pessoa Jurídica) a partidos políticos. Outra drástica redução no “caixa”.

2- Criatividade e envolvimento – só pelas questões que citei acima, já podemos identificar que as campanhas serão mais “pobres”, não em criatividade, mas financeiramente falando mesmo. Aliás, acho que serão muito mais criativas. Darão oportunidade a pessoas de real interesse pelos movimentos sociais e pelas questões da população, enquanto a “velha campanha política” só abria caminho para os afortunados.

3- Sociedade de olho – as novidades chegam rápido. As falsas promessas não são mais aceitas. O que você falou está registrado e vai vir à tona. Tome cuidado, ou melhor: seja comprometido com à causa. Articulações e provocações também já ocorrem nas redes. Os debates são mais virtuais que televisivos.

4- Online 24 horas – a interação com o público ficou mais próxima, apesar de mais distante, se é que me entende. Agora há um canal de reclamações; elogios; sugestões, direto. Apesar da distância entre as pessoas, elas podem ser ouvidas com mais facilidade, já que a ferramenta tem alta capilaridade, pode ser acessada a qualquer momento e, na maioria das vezes, de um celular.

Para os que gostam ou não dessa nova forma de campanha política, para o bem ou para o mal, o fato é que as mídias digitais são o presente, não mais o futuro. Alguns políticos já entenderam isso e estão investindo. Há ainda os que terão que aprender na “marra”.

Não tem como fugir. O futuro chegou! Bem-vindo às mídias digitais.

Por Talita Benegra