13 milhões de desempregados e as incertezas na economia

Falar de desemprego no Brasil não é mais novidade. As pesquisas divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam cada vez mais trabalhadores sem emprego e, pior, sem perspectiva de se reinserir no mercado de trabalho.

Recentemente, o Instituto divulgou a amostragem que assinala um aumento de 12,4% no trimestre, totalizando 13,1 milhões de trabalhadores sem emprego. Além do desemprego, houve um avanço no número de pessoas subutilizadas no mercado de trabalho e de desalentados (quando as pessoas desistem de buscar emprego formal).

É triste presenciar resultados tão negativos: trabalhadores com seus direitos ameaçados, além de não conseguirem um emprego para sustentar as suas famílias.

Emprego deve ser prioridade para o governo. Há anos, empresas desestimuladas fecham suas portas ou reduzem ao máximo a produção, já que acumulam os estoques. Vivemos com incertezas e isso não é nada bom para um país que busca um fortalecimento econômico.

Queremos ver o Brasil crescer. Queremos que os brasileiros voltem a ter orgulho de seu país, mas, para isso, é necessário empregabilidade. Assim, o Brasil melhora a sua economia e reduz a desigualdade social.

Fora do Brasil – Com os subempregos e as incertezas, muitos brasileiros desistem de tentar melhorias aqui e vão para fora do país em busca de empregos e bons salários. É o que constatam os dados da Receita Federal. Segundo o órgão, 22,4 mil pessoas entregaram a declaração de saída definitiva do país no ano passado. O documento é obrigatório para quem vai morar no exterior.

Há casos em que famílias inteiras decidem sair do Brasil. Com incentivos para atrair trabalhadores estrangeiros, países como Japão e Canadá, ganham cada vez mais novos moradores brasileiros.

Um dos principais atrativos desses países são economias de baixo desemprego e a falta de mão de obra, devido a idade avançada de sua população.

A busca por alternativas em outros países só demonstra a ineficácia do Brasil em gerar emprego. Mudar isso deve ser a meta de todos os governos.