Shoppings esperam vendas 9% maiores na Black Friday deste ano – R7

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) estima aumento no crescimento das vendas da ordem de 9% na Black Friday deste ano. Trata-se de mais uma previsão otimista do varejo brasileiro para as festas de fim de ano, que prevê o melhor Natal desde 2013.

A Black Friday acontece oficialmente na sexta-feira (29), mas os empreendimentos  irão realizar as promoções até o domingo, dia 1º, com lojas abrindo mais cedo, entre 8h e 9h e fechando mais tarde, em alguns casos à meia-noite.

Para o presidente da Abrasce, Glauco Humai, os números da pesquisa refletem o bom momento do setor. “Os shoppings tiveram um crescimento acumulado de 7,2% no terceiro trimestre de 2019. É o resultado mais positivo para o período desde 2013. Historicamente, a Black Friday é uma data forte para o comércio e com a liberação do saque do FGTS, a expansão do crédito e a inflação baixa, o setor se anima para ter resultados cada vez melhores”.

Os shoppings também esperam um aumento do ticket médio – valor gasto em cada compra pelos clientes. A expectativa é que fique entre R$ 300 e R$ 500 durante o período.

Os valores são justificados pelas principais categorias que deverão impulsionar as vendas: eletroeletrônicos (77%), telefonia (71%), artigos de informática (68%) e eletro portáteis (66%).

Com relação às promoções, os empreendimentos deverão praticar descontos de até 70%. Além das ofertas, os shoppings irão realizar ações de marketing, como sorteios, “compre e ganhe” e “ganhe e concorra”.

Natal

O varejo brasileiro prevê o maior crescimento de vendas dos últimos seis anos para o período do Natal, segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A estimativa é arrecadar R$ 35,9 bilhões, o que representa 4,8% mais do que no ano passado.

Esse percentual na principal data para o comércio no ano não é registrado desde 2013, quando o crescimento foi de 5%. Caso essa previsão se confirme, o varejo voltará ao patamar de vendas natalinas de 2014, ano considerado o do início da crise econômica por analistas. Em 2015 e 2016, a variação chegou a ser negativa.

Segundo o economista da CNC, Fabio Bentes, a previsão otimista se dá em razão de quatro fatores principais: inflação baixa, maiores prazos de crédito para o consumidor, liberação de recursos como Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) e Pis/Pasep e a leve melhora no mercado de trabalho.

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