Setor de serviços cresce 1,2% e tem melhor setembro desde 2014 – G1

O volume do setor de serviços cresceu 1,2% em setembro, na comparação com agosto, segundo divulgou nesta terça-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com setembro do ano passado, a alta foi de 1,4%.

Trata-se do melhor resultado para um mês de setembro desde 2014, quando houve alta de 1,7%. Foi também o maior avanço mensal desde agosto de 2018 (1,9%).

No ano, o setor passou a acumular avanço de 0,6%.

“Esse resultado serve, na verdade, para eliminar as perdas de 2019. A gente vinha mês a mês que era ainda um patamar inferior a 2018. Com ele, fica 0,1% acima do patamar de dezembro de 2018 e um pouco mais acima, 1,1%, do patamar de abril de 2018, mês anterior à greve dos caminhoneiros”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

No acumulado em 12 meses, o setor mostrou ganho de ritmo, ao passar de uma alta de 0,6% em agosto para 0,7% em setembro.

O IBGE revisou os últimos resultados dos meses anteriores. Em agosto, a queda foi revisada de -0,2% para -0,1%; em julho, a alta foi revisada de 0,7% para 0,8%; já junho, teve queda revisada de -0,7% para -0,6%.

Alta de 0,8% no 3º trimestre

O setor de serviços encerrou o terceiro trimestre com alta de 0,8% em relação ao segundo trimestre. De acordo com o gerente da pesquisa, isso eliminou as perdas acumuladas nos dois primeiros trimestres que foram de -0,4% no primeiro trimestre e -0,3% no segundo.

“Este resultado do terceiro trimestre empata com o do terceiro trimestre do ano passado e é o maior desde o 1º trimestre de 2014, que teve alta de 1,3%”, disse Lobo.

Na comparação com igual trimestre do ano anterior, houve alta de 0,6%. Foi a quinta alta seguida, após o setor amargar 14 trimestres consecutivos de queda.

Transportes puxam alta

O destaque no mês de setembro foi o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio que, com alta de 1,6%, recuperou a perda de 0,7% de agosto.

Os demais avanços vieram dos setores de serviços prestados às famílias (0,8%) e de outros serviços (0,5%). Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação (-1,0%) registraram a única taxa negativa de setembro.

Veja a variação do volume de serviços em setembro, por atividade e subgrupos:

  • Serviços prestados às famílias: 0,8%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 0,7
  • Outros serviços prestados às famílias: 2,2%
  • Serviços de informação e comunicação: -1%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -0,9%
  • Telecomunicações: 0,2%
  • Serviços de tecnologia da informação: -3,3%
  • Serviços audiovisuais: -1,9%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,8%
  • Serviços técnico-profissionais: 3,5%
  • Serviços administrativos e complementares: 1,4%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,6%
  • Transporte terrestre: 2,5%
  • Transporte aquaviário: -3,7%
  • Transporte aéreo: 16,3%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,6%
  • Outros serviços: 0,5%

Recuperação lenta e perspectivas

Os indicadores econômicos já divulgados mostram uma relativa melhora da economia no 3º trimestre, após uma perda do ritmo de recuperação no início do ano.

A produção industrial terminou o 3º trimestre com alta de 0,3% sobre os três meses anteriores. Foi o primeiro avanço desde o 3º trimestre do ano passado, depois de ter recuado 0,5% no 2º trimestre, 0,4% no 1º trimestre e 1,4% no 4º trimestre de 2018.

Os números do comércio no 3º trimestre serão divulgados pelo IBGE nesta quarta. Segundo sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança do comércio subiu 1,2 ponto em outubro.

Para o consolidado de 2019, os economistas das instituições financeiras projetam uma alta de 0,92% do Produto Interno Bruto (PIB), após um avanço de 1,3% em 2017 e 1,1% em 2018. Para 2020, a previsão do mercado subiu para 2,08%, de acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central.

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