OCDE reduz projeção de crescimento para economia global em 2020 – R7

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a previsão de crescimento da economia mundial para 2020, passando a projetar um crescimento de 2,9%, ante estimativa anterior, divulgada em setembro, de alta de 3%, em razão da ameaça persistente de tensões comerciais.

Para 2019, a projeção de crescimento foi mantida em 2,9% – menor taxa de crescimento anual desde a crise financeira de 2008/2009. Em 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) global cresceu 3,6%.

“Os conflitos comerciais, o fraco investimento privado e a incerteza política persistente pesam sobre a economia mundial e aumentam o risco de estagnação a longo prazo”, destacou a OCDE.

Entre as principais desacelerações previstas para o ano que vem, destaque para Estados Unidos (com alta do PIB de 2,3% em 2019, recuando para 2% em 2020), China (6,2% em 2019 e 5,7% em 2020) e Japão (1% em 2019 e 0,6% em 2020).

Oferecendo um pequeno consolo, a estimativa da OCDE é de uma expansão de 3% em 2021, mas só se uma série de riscos que vão de guerras comerciais a uma acentuada desaceleração chinesa sejam contidos.

A instituição destaca a ação dos bancos centrais para apoiar a economia, mas alerta para o “desequilíbrio” entre as políticas monetárias e orçamentárias e pede mais políticas fiscais “incitadoras” para estimular investimentos de longo prazo.

A OCDE também expressa preocupação com a deterioração das perspectivas econômicas e salienta que os Estados não têm levado em conta mudanças estruturais como digitalização, mudança climática ou mudanças geopolíticas que ocorreram desde o final dos anos 1990.

“Seria um erro político considerar essas mudanças como fatores temporários que poderiam ser tratados pela política monetária ou fiscal, são estruturais”, destacou a instituição.

Projeções para o Brasil

Para o Brasil, a previsão de crescimento do PIB foi mantida em 0,8% para 2019 e em 1,7% para 2020, mas passou a ver crescimento de 1,8% em 2021, ante alta de 2% estimada em setembro.

Entre os países emergentes, a situação continuará sendo crítica na Argentina, com uma queda no PIB de 3% em 2019 e retração de 1,7% em 2020.

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