Mesmo com alta do petróleo, BC deve baixar juro para novo piso histórico, apostam economistas – G1

A recente alta do petróleonão deve impedir o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir novamente os juros básicos da economia brasileira nesta quarta-feira (18), segundo apostam economistas do mercado financeiro. A decisão será anunciada por volta das 18h.

Depois de a taxa Selic recuar para 6% ao ano em julho, a previsão dos analistas dos bancos é de que a taxa caia para 5,5% ao ano nesta semana. Se confirmada uma nova redução, a taxa Selic atingirá o menor patamar em 30 anos, desde que o Banco Central deu início à série histórica da taxa básica de juros, em 1986.

A expectativa dos economistas, colhida pelo Banco Central na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, é de que os cortes nos juros continuem no próximo encontro do Copom, no fim de outubro – quando a taxa recuaria para 5% ao ano – permanecendo nesse patamar até o final de 2020.

Definição da taxa de juros

Ao contrário de outros bancos centrais, como nos Estados Unidos, que também se preocupam com o crescimento econômico, a principal missão do Banco Central brasileiro é controlar somente a inflação, tendo por base o sistema de metas.

Para este ano, por exemplo, a meta central de inflação é de 4,25%, podendo oscilar de 2,75% a 5,75%. Para 2020, a o objetivo central é de 4% – com oscilação autorizada de 2,5% a 5,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros. Quando estão acima da trajetória esperada, a taxa Selic é elevada.

Para definir a taxa básica de juros neste momento, o BC já está de olho nas previsões de inflação do ano que vem. Isso porque suas decisões demoram meses para terem impacto pleno na economia.

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