Investimento começa 3º trimestre com alta – DCI

Business man showing you brazilian money.

Os investimentos do País iniciaram o terceiro trimestre com aceleração no crescimento. Em julho, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, investimentos) expandiu 1% ante junho, mês em que o indicador havia avançado 0,7%.

É o que mostra levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. Com esse resultado, o trimestre móvel terminado em julho registrou alta de 3,1%, em relação ao trimestre imediatamente anterior, acelerando alta com relação ao desempenho entre os meses de abril e junho (+2,3%), na mesma base de comparação.

Com relação a igual período do ano passado, os investimentos tiveram expansão de 5,2% no trimestre móvel encerrado em julho de 2019. O diretor de Estudos e Pesquisas Macroeconômicas do Ipea José Ronaldo de Souza Jr. comenta que a recuperação da construção civil impulsionou números melhores na divulgação de ontem.

A FBCF é formada pelos investimentos das empresas em máquinas e equipamentos e na construção civil. Este último componente teve um crescimento de 1,1% em julho, na comparação com junho e de 2,5% no trimestre móvel encerrado em julho, em relação a período imediatamente anterior (na série dessazonalizada).

Na comparação com igual trimestre de 2018, a expansão foi de 3,4%. Souza Jr. lembra que esses aumentos corroboram os números oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgados no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na sondagem, o PIB da construção civil avançou 2% em relação ao segundo trimestre de 2018, depois de cinco anos registrando quedas.

Souza Jr. diz que a construção de novos imóveis para moradia e a melhora no crédito imobiliário são o que continuam puxando o indicador. Segundo ele, a volta dos investimentos em grandes projetos de infraestrutura é o que, de fato, irá turbinar mais os números da FBCF.

Porém, isso ainda depende da recuperação da confiança, que está atrelada à concretização das reformas estruturais internas e aos desdobramentos do cenário internacional, marcado por desaceleração das principais economias e por guerra comercial entre Estados Unidos (EUA) e China.

Outros componentes

Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – cuja estimativa corresponde à sua produção doméstica líquida das exportações acrescida das importações – apresentou alta de 1,2% em julho. Com esse resultado, o trimestre móvel encerrado em julho registrou crescimento de 6,6%.

Em julho, enquanto o componente nacional de máquinas e equipamentos avançou 1,9%, a importação cresceu 5,4% no mesmo período. No acumulado em doze meses, o resultado aponta expansão de 6,7% para o segmento. Por fim, o terceiro componente da FBCF, classificado como outros ativos fixos, apresentou alta de 1% na passagem de junho para julho.

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